Sidrolândia, 18 de outubro de 2026

Queima controlada no Pantanal: Famasul celebra simplificação do licenciamento

Queima controlada no Pantanal: Famasul celebra simplificação do licenciamento
Foto: Divulgação/Famasul

O governo de Mato Grosso do Sul anunciou recentemente a flexibilização no processo de licenciamento para o Manejo Integrado do Fogo (MIF), permitindo que os proprietários rurais realizem queima controlada em suas propriedades. A medida foi recebida de forma positiva pelo presidente do Sistema Famasul, Marcelo Bertoni, que destacou os benefícios ambientais e jurídicos, especialmente a possível exclusão da taxa para a prática.

“A modernização do licenciamento garante ainda mais segurança jurídica ao produtor rural. A medida é benéfica para todo o Estado e, especialmente, para o Pantanal, onde os produtores poderão contar com essa ferramenta para diminuir a massa seca, reduzindo a intensidade de eventual incêndio florestal”, comentou Bertoni.

A prática de queimada controlada visa criar uma faixa de segurança para impedir que o fogo se alastre. Ela é realizada exclusivamente após autorização do governo, com acompanhamento de equipes treinadas e o uso de equipamentos específicos. A queima é permitida somente durante o período entre o fim das chuvas e o início do inverno, quando as condições climáticas permitem a execução com segurança.

De acordo com o governo estadual, a flexibilização visa reduzir a biomassa nas propriedades rurais, prevenindo incêndios durante a estiagem, quando a baixa umidade do ar e as altas temperaturas criam condições ideais para a propagação descontrolada do fogo.

Gilson Barros, presidente do Sindicato Rural de Corumbá, destaca que a medida leva em conta as peculiaridades do Pantanal. “O Pantanal é uma savana e a vegetação nessas condições está sujeita a fogo. Felizmente, já se reconhece a necessidade da queima controlada para evitar tragédias. Na nossa visão, é muito melhor queimar 1% da fazenda durante a época das chuvas do que 70% ou 80% na seca. O que o produtor pantaneiro pede é a retirada das taxas e o incentivo dessa prática.”

A simplificação do processo é fruto da experiência acumulada desde 2021, quando a medida foi inicialmente implantada no estado. Artur Falcette, secretário Executivo de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul, explicou que a medida foi essencial para a criação do Plano Estadual de Manejo Integrado do Fogo, que se tornou referência para a Lei 14.944, do Governo Federal, ampliando a medida para todo o território nacional.

“A adequação ocorre à medida que surgem demandas da sociedade e do setor produtivo. Estamos analisando o que pode ser dinamizado, alterado ou simplificado, para garantir que o processo aconteça com segurança e rapidez, preservando cuidados e evitando a propagação do fogo”, afirmou Falcette.

Para mais informações sobre o licenciamento, os detalhes estão disponíveis na Portaria do Instituto de Manejo Ambiental de Mato Grosso do Sul.

Com informações da Famasul


Descubra mais sobre David Olindo News

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.

Veja também