Em uma das ações penais da Operação Tromper, que envolve 10 acusados de integrar um grupo criminoso responsável pelo desvio de milhões dos cofres públicos de Sidrolândia, foi realizada uma audiência para ouvir o segundo delator do caso.
Entre os investigados, o ex-vereador de Campo Grande, Claudinho Serra (PSDB), é identificado como o líder do esquema. A audiência, realizada na tarde da última sexta-feira e presidida pelo juiz Fernando Moreira Freitas da Silva, contou com o depoimento do empresário e segundo delator, Milton Matheus Paiva Matos.
Além de Milton Matheus Paiva Matos, estiveram presentes na audiência os empresários Evertom Luiz de Souza e Odinei Romeiro de Oliveira, que optaram por permanecer em silêncio. Ricardo José Rocamora Alves, considerado o líder empresarial do esquema, se manifestou e respondeu às perguntas feitas pelo juiz e pela promotoria. O empresário Roberto da Conceição Valençuela também prestou depoimento durante a sessão.
A defesa de César Augusto dos Santos Bertoldo, servidor municipal de Sidrolândia, argumentou que não teve acesso à delação e obteve o adiamento do interrogatório de seu cliente, que estava marcado para o dia 11 de fevereiro. O ex-chefe de compras de Sidrolândia, Tiago Basso da Silva, não foi ouvido, pois firmou um acordo de colaboração com a Justiça, resultando na suspensão do processo contra ele enquanto ele comprova sua colaboração.
O empresário Ueverton Macedo da Silva, conhecido como “Frescura”, está preso acusado de compra de votos na ultima eleição. Ele optou por não ser ouvido em relação à nova delação. Claudinho Serra, ex-vereador próximo à cúpula do PSDB, só se tornou réu no processo relacionado à terceira fase da Operação Tromper, um desdobramento da ação que envolveu os empresários ouvidos nesta audiência.
Ano passado (Outubro), a Justiça homologou o acordo de delação premiada do empresário Milton Matheus Paiva Matos, proprietário da empresa 3M Produtos e Serviços LTDA. Com a homologação, uma nova audiência foi agendada, sendo realizada na última sexta-feira (10). Durante as investigações, valores consideráveis foram bloqueados das contas da empresa e do próprio empresário, além da restrição à venda de veículos registrados em seus nomes. A primeira delação, feita pelo ex-chefe de licitações de Sidrolândia, Tiago Basso da Silva, detalhou como o esquema de corrupção funcionava.
Ao todo, 23 pessoas foram apontadas como réus no esquema de corrupção envolvendo o município de Sidrolândia.
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