Sidrolândia, 18 de outubro de 2026

Tarifa de energia elétrica será reajustada em 1,33% em 74 municípios de MS, percentual abaixo da inflação

Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

A conta de luz de 1,15 milhão de consumidores em 74 municípios de Mato Grosso do Sul atendidos pela Energisa MS terá um reajuste médio de 1,33% a partir desta terça-feira. A proposta foi feita pela Superintendência de Gestão Tarifária e Regulação Econômica (STR) da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

O maior aumento será aplicado aos consumidores de alta tensão, com reajuste de 3,09%. Já para os consumidores residenciais, o acréscimo será de 0,69%.

Os percentuais foram apresentados no voto da relatora do processo, a diretora da Aneel Agnes Maria de Aragão da Costa, que detalhou os critérios técnicos que justificam o reajuste. A mudança ainda precisa ser aprovada pela diretoria da agência reguladora durante reunião marcada para esta terça-feira.

A aplicação dos novos valores começa já nesta terça-feira, motivo pelo qual a Aneel publicará uma edição extra do Diário Oficial da União, garantindo a entrada imediata das novas tarifas após a votação, conforme informou a assessoria de imprensa da agência.

Com esse reajuste, a tarifa de energia elétrica tem, pelo segundo ano consecutivo, um aumento abaixo da inflação acumulada, que chega a 10,70%, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em 2024, a tarifa de energia teve uma redução média de 1,61%, enquanto a inflação registrada em Campo Grande foi de 5,06%. Neste ano, o reajuste médio será de 1,33%, ainda abaixo da inflação acumulada de 5,37% entre fevereiro de 2024 e fevereiro de 2025.

Essa diferença entre o reajuste tarifário e a inflação se deve à forma como os valores são calculados. O reajuste considera uma cesta de custos que inclui o valor da energia adquirida pela Energisa, os encargos setoriais, custos de distribuição e fatores financeiros — e não apenas o índice inflacionário.

No reajuste deste ano, o principal fator de impacto foi o aumento das despesas da concessionária com a distribuição da energia até os consumidores finais, que respondeu por 3,10% do índice. Em seguida, vieram os encargos setoriais, com peso de 1,10%, e os custos com a compra de energia, que contribuíram com 0,53%.

Por outro lado, alguns fatores ajudaram a conter o reajuste. As despesas com encargos financeiros apresentaram uma variação negativa de 3,13%, e os custos com o transporte da energia — do ponto de geração até a distribuidora — tiveram redução de 1,24%.

Segundo o voto técnico apresentado, os encargos setoriais, a transmissão e a compra de energia representaram, juntos, 57,8% da composição dos custos da concessionária.

“O aumento desses custos foi responsável por 0,4% na composição do índice de reajuste tarifário, sendo destacados, a seguir, os itens mais representativos. O valor total dos encargos setoriais levou a uma variação no efeito tarifário médio de 1,1%. Esse impacto decorre, principalmente, do aumento da cota de CDE USO, com impacto de 1,77%; da CDE Eletrobras, com contribuição de 0,44%5 ; e do Proinfa, com impacto de 0,33%. Em contrapartida, com contribuição negativa, destaca-se a CDE Conta Covid-19, que foi quitada em setembro de 2024 e não possui recolhimento previsto a partir deste mês, fato este que impactou o reajuste em 1,68%”, informa a Aneel.

A Superintendência de Gestão Tarifária (STR) da Aneel destacou ainda que os custos com transmissão tiveram uma variação de 11,8%, impactando em 1,24% o efeito médio do reajuste tarifário. Esse aumento se deve, principalmente, às novas Receitas Anuais Permitidas (RAP) e às novas Tarifas de Uso do Sistema de Transmissão (Tust) definidas para o ciclo 2024-2025. Apesar disso, parte desse impacto foi compensada pelas novas tarifas de uso do sistema de distribuição da Energisa Sul-Sudeste e da Energisa Mato Grosso, com quem a Energisa MS mantém contratos, contribuindo para um índice negativo nesse componente.

Já os custos com aquisição de energia influenciaram a tarifa em 0,53%. Segundo a área técnica da Aneel, esse impacto decorre, principalmente, dos contratos no âmbito da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEAR-DSP), que contribuíram com 0,41%; da energia adquirida de Itaipu, com 0,34%; e das cotas da Lei nº 12.783/2013, que adicionaram mais 0,34% ao reajuste.

Outros componentes também tiveram peso significativo na definição da nova tarifa da Energisa MS. Custos relacionados a investimentos em infraestrutura, manutenção das redes elétricas, perdas técnicas e comerciais, além de despesas com medição, faturamento, regulação, fiscalização e programas de eficiência energética representaram 42,2% da composição tarifária, segundo os cálculos da Aneel.

De acordo com o voto sugerido pela STR, o impacto dessa parcela foi de 3,10% no efeito médio do reajuste percebido pelos consumidores atendidos pela distribuidora em Mato Grosso do Sul.

Outros componentes também tiveram peso significativo na definição da nova tarifa da Energisa MS. Custos relacionados a investimentos em infraestrutura, manutenção das redes elétricas, perdas técnicas e comerciais, além de despesas com medição, faturamento, regulação, fiscalização e programas de eficiência energética representaram 42,2% da composição tarifária, segundo os cálculos da Aneel.

De acordo com o voto sugerido pela STR, o impacto dessa parcela foi de 3,10% no efeito médio do reajuste percebido pelos consumidores atendidos pela distribuidora em Mato Grosso do Sul.


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